Este blog é um refúgio para as palavras loucas que sempre me convidam para com elas bailar
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
PÊNDULO

Teu sorriso,
rota única.
Teus olhos,faróis feiticeiros, perdição
do que antes em mim era calmaria.
Vieste
Oceano, e eu metade submersa em ti,
porque inteira, jamais.
O que fizeste comigo?
Agora, nau sem rumo, transatlântica
nesse mar que nos separa,
juntando passado e presente
da mesma história de um amor que não chegou ao cais; naufrágio...
Pêndulo, porque pleno, já não mais.
domingo, 4 de abril de 2010
LOCUS
LÓCUS
Nem Grécia,
Nem Veneza,
Nada
Savana de Áfricas
Pasárgada é utopia
Não há lugar algum nessa geografia
Só o teu corpo
Território por mim colonizado
beijos e carícias, de norte a sul
Explorado
Dentro, fora, além
Américas, Asia, Oceania
Nada
Não há lugar algum
Deita!
Põe tuas pernas entre as minhas,
Dá-me a PAZ!
(Terezinha Oliveira Santos - Teca Santos)
sexta-feira, 2 de abril de 2010
domingo, 7 de março de 2010
De: Teca Santos

PRO NOMES
TEU nome em MINHA memória
Ponte entre o que sou
e o quero ser agora: TUA
Senha, código, passagem
para o MEU corpo:TEU
Mulher, fantasia, loucura:EU
Universo onírico, simulacro:NÓS
Impossibilidades
Lugares outros, desterros de paixão
beijos em outras bocas: desencontros
Busca,ilusão
Cavalgadas, cansaços
MEU nome inaudível em TEU gozo:angústia
TEU nome, no meu..., grito surdo:SOLIDÃO
by Terezinha

PRO NOMES
TEU nome em MINHA memória
Ponte entre o que sou
e o quero ser agora: TUA
Senha, código, passagem
para o MEU corpo:TEU
Mulher, fantasia, loucura:EU
Universo onírico, simulacro:NÓS
Impossibilidades
Lugares outros, desterros de paixão
beijos em outras bocas: desencontros
Busca,ilusão
Cavalgadas, cansaços
MEU nome inaudível em TEU gozo:angústia
TEU nome, no meu..., grito surdo:SOLIDÃO
by Terezinha
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Nature
Adelia Prado

--------------------------------------------------------------------------------
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
Adélia Prado

CORRIDINHO
--------------------------------------------------------------------------------
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
Adélia Prado
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