
Este blog é um refúgio para as palavras loucas que sempre me convidam para com elas bailar
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Das recordações juninas...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
sábado, 1 de fevereiro de 2020

Esses textos requerem sensibilidade, sensorialidade e, quando digo "olhos que podem ver", estou me referindo à terceira visão,que paradoxalmente, pode ser acessada pelos visuais e pelos não-visuais. Das minhas leituras, destaco o casal/texto Édina Soraya(Dine) e Gean e nele vou corrigindo,ampliando, revendo minha compreensão da palavra cônjuge. Essa palavra pode nos provocar riso, quando a conectamos a uma certa figura pública, eu sei, mas, ela também pode-nos levar a reflexões.
Esse texto é uma das formas que encontrei para expressar a minha gratidão, queridos!
#Bençãos!
#Felicidades!
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Novos corpos, velhas leituras
Do acervo Teca Santos (13/11/2019) @teka_olivei
Uma mulher negra, de meia-idade, sentada, com um livro nas mãos, em processo de leitura, ou com seus papéis e tecnologias a produzir seus textos, parece incomodar a muita gente, em certos momentos. É diferente a percepção quando estamos em outras atividades laborais, implicadas em servidão, a manusear outras ferramentas. Parece que não temos direito ao descanso, ao isolamento intelectual. Há uma perversa semântica na amálgama desse corpo negro/mulher/trabalho. Quem já passou pelas experiências acadêmicas do Mestrado e Doutorado, sem licença profissional e cuidando da família, sabe muito bem do que estou falando. Uma mulher negra com uma pilha de livros e papéis em cima de uma mesa, também pode ser considerada uma louca, ou enlouquecerá de tanto estudar.
Ocupar o lugar de sujeito da nossa história é algo que desestabiliza a colonialidade das mentes ainda coloniais. As leituras desse corpo negro intelectual exigem atenção, porque para muitos e muitas de nós, a consciência do racismo epistêmico é algo recente, em processo. Nessas leituras e interpretações, é preciso que seja respeitado o direito desse corpo mulher/negra/trabalho “não lavar os pratos”, no sentido poético da Cristiane Sobral; isolar-se num fim de semana com a cama recoberta de livros; não estar disponível para alguns eventos. Não é desleixo, não é ser mal amada, não é solidão. É uma relação diferente com o tempo. Um tempo que não tivemos e que nos é muito caro. É só um tempo de plantar. Assim, depois das mãos unidas, na força individual e coletiva do “ninguém solta a mão de ninguém”, um dia, poderemos libertá-las para a colheita. E essa será farta! Esse dia há de vir!
Terezinha O Santos (Teca Santos)
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Quando eu era criança, tinha muito medo de chuva...
Qualquer chuva, mas em especial, daquela que caía à noite,
com relâmpagos e trovões...
Espelhos cobertos, vasilhas aparando as goteiras ...
Minha mãe dizia que o trovão era voz de Deus, zangado,
porque fizemos alguma coisa errada. Em silêncio eu Lhe pedia perdão...
e lutava para o sono não me vencer naquela frágil vigília.
Tinha medo de a chuva destelhar a casa e a enxurrada nos levar para longe.
Nas noites de chuva, chorava debaixo do cobertor,
pensando nas pessoas que andavam pelas estradas, sem abrigo.
Pensava em meu pai que longe de casa trabalhava, nos trechos,
como um servidor público de um departamento de estradas e rodagens.
Será que estava molhado? Estava com frio?
A impossibilidade de saber notícias sua, naquele momento,
aumentava a quantidade das minhas lágrimas
e a dor era um nó em minha garganta.
Chuva memória!
Cresci!
As águas volumosas e a chuva têm de mim os mais
puros sentimentos de medo e respeito
Pelas vidas que se foram para os reinos fluviais dos encantados.
Velho Chico, Opará!
Orar, orar pelos povos de quem lhes foram retirados o chão dos seus pés.
Tumbeiro de desterrados , entre o céu e o mar
E se chove? Entre as águas, as lágrimas dos ébanos transatlânticos,
one more time!
À deriva!
Redivivos em terras estrangeiras, quando se lhes acontece
Em outras terras (sobre)viverem!
E assim compreendo que essas águas são a metáfora da vida
Água nutriz que nos orna no lar uterino
Água início e fim..dialética
Águas benditas soluçadas nas preces sertanejas
Água profética que arrebenta a semente
Água planta
Água benfazeja...assim seja. Água!!
E essa sede de viver
E esse medo que nunca passam... !
Foto: William Ferreira Carvalho
terça-feira, 21 de agosto de 2018
De uma fã, com amor!
Meu
segundo favorito é o Irandhir. Gosto de Irandhir Santos pela calma do seu
olhar. Sua expressão visual, independente da personagem, transborda uma ideia
de tempo, como a água que lentamente move o moinho. Há na sua essência uma sensualidade que está
ali, mas finge-se imperceptível, o que a acentua
e imprime ao ator um charme especial. Entre seus inúmeros trabalhos artísticos, tenho
carinho especial por Zelão, em Meu
pedacinho de chão, representação que melhor o traduz no meu imaginário.terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
O "Big Brother" e a vida!
Profª Drª Terezinha Oliveira Santos
Permisso
Permitir vem do verbo latino permittiére que significa “deixar seguir” ou “consentir”, dá licença para alguém fazer algo, autori...





