sexta-feira, 23 de dezembro de 2016



Refúgio


Toda vez  que ventanias, tempestades, abalos sísmicos 
ameaçam minha frágil estrutura
é em você que penso...
meus pensamentos voam em busca
da tua voz morna e calma
do teu aconchego,do teu cheiro english  lavander

Com você poderia enfrentar qualquer perigo
My capitain! My hero! ...My love!
Eu, mulher, valente a velejar em tuas águas...teu suor
teu aconchego...testosterona!!!

Toda vez que a brisa mais fria desnuda a minha pele
é em você que penso sob o edredom...refúgio...
patchwork de nós dois...inteiros...exaustos!!!

Toda vez  que ventanias, tempestades, abalos sísmicos 
ameaçam minha frágil estrutura...sou homeless a vagar!!







sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Dez anos!

Dez anos!!

Há muito que não te escrevo.
Perdi o interesse pelas palavras.
Nunca mais quis ouvir a música "Oceano"!
Silenciei o poeta,
Tranquei  meus sentidos e aprisionei meu coração
Assim ele não poderá mais enlouquecer
Enlouquecido amar
Enlouquecidamente desejar o impossível
Sonhar com o inatingível

Ter ganas pelo alheio...
Há muito que não escrevo
Não há palavras que possam te trazer de volta...
Volta!




sábado, 16 de novembro de 2013

Porto, 31 de outubro de 2013




Só assim pude perceber o que de ti me separa.
Só assim pude compreender o que em mim reencontrei.
Porto de tantos sentimentos e beleza.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ESTÔMAGO




Amei esse filme. Como não se apaixonar pela sensibilidade e pela inteligência arguta do personagem Raimundo Nonato?
Como não refletir sobre o poder? Afinal, a quem ele pertence?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DEVANEIOS




                   
Que nome se dá a essa loucura

de sofrer por um amor que nunca existiu,

mas cuja chama teima em não se apagar?

O que fazer com a memória?

Oficina de sons e imagens,

holografias quase tangíveis...

espectros, penumbras...VOCÊ..você.

que nome se dá à inominável 

angústia de esperar por quem 

nunca partiu?

Que nome ...




Teca Santos

sábado, 10 de novembro de 2012

OBESIDADE MENTAL E SEUS CADEADOS


Aproxima-se o dia 20 de Novembro e, com a data, aproxima-se também o mal-estar de alguns docentes com a obrigação de falar para ou com os alunos sobre “essas coisas de preto”. Neste  “Novembro Negro”   alguns  episódios  interseccionam-se em preconceitos e discriminações e não seria justo que eu permanecesse no silêncio, atitude que  em nada me ajudou, até agora.  Organizarei aqueles episódios em cenas:

Cena 1: A mídia nos traz a notícia que, em Salvador, uma mulher negra, pobre, fragilizada com os problemas de saúde acarretados pela obesidade dirige-se a um profissional de saúde em busca de ajuda. Depois de entrevistada, sai do consultório com uma receita onde consta o nome do remédio: “Cadialina”. Normal. Normal seria, se o tal remédio não fossem os sete cadeados que a moça deveria encomendar ao ferreiro e, para resolver a sua situação, deveria  colocá-los, cada um em determinados e perigosos lugares tais como: boca, fogão, geladeira, etc. sem esquecer-se de complementar essa instrução com uma dieta à base de água.
Cena 2- Na periferia de Salvador, uma escolar municipal está em festa, pois, naquela manhã, os alunos do ensino fundamental 1 sairão em caminhada, por um pequeno trecho do bairro, sensibilizando a população com cartazes onde constam alertas sobre a Dengue, a Educação para o Trânsito, a escassez da água e a Cultura da Paz. O som da fanfarra com suas bailarinas mistura-se aos cuidados das professoras com a organização de suas alas e esse frenesi vai deixando aquela manhã com um tom diferente na rotina escolar. Chegam professores de outro estabelecimento e são recepcionados pela gestora e por uma professora negra que atua neste turno como coordenadora do Programa Mais Educação. Em meio à conversa, uma professora quer saber da coordenadora se ela já terminara o Mestrado e essa, alegremente, lhe diz que sim, aliás, acabara de concluir o doutorado, também, ao que o gestor convidado pergunta-lhe: _Onde, no Paraguai?
Cena 3- Nesta mesma escola, neste mesmo dia, à tarde, professores estão reunidos no horário do intervalo. Aquela coordenadora, agora regente de sala, comenta com o grupo o fato ocorrido na Cena 1. Uma professora diz que “às vezes, as coisas não são bem assim, é porque esse povo transforma tudo em problema”.  Acaba-se o intervalo, voltamos às nossas salas de aula. Entretanto, as cenas deste nove de  novembro, não me saem da cabeça. O que devo dizer àquele gestor, também negro, com sua pergunta e resposta já inclusa a partir de uma  localização geográfica carregada de estereótipos que nos possibilitam outras leituras. E não estou falando aqui da migração docente para terras latinas em busca de uma chance acadêmica. Não, caro gestor, embora lá me dissessem que eu não tinha o perfil, conclui meu curso em Linguística Aplicada, na Universidade Federal da Bahia.
O que dizer àquela professora, que talvez não se identifique como negra, e tem esse direito, justamente quando na escola estamos finalizando o semestre com um projeto pedagógico falando sobre diferenças e preconceitos. De que maneira a professora discute esse assunto com seus alunos? Discute? O que dizer a todos aqueles que nas suas relações de poder se acham no direito de trancar a nossa mente, abrir nossos sexos, ferir nossos ouvidos com a violência ambivalente das palavras que machucam  sem querer, que ferem  sem querer. O diabo é essa nossa sensibilidade. No entanto, caro doutor, há problemas que não se resolvem com os cadeados. Esses,  já temos... E muitos!  A nossa luta histórica é a busca pelas chaves. Estamos pouco a pouco, encontrando-as, apesar de você(s).

Profª Drª Terezinha Oliveira Santos
Professora da Rede Municipal de Salvador/SECULT

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Amado Jorge, Jorge Amado



Em Ilhéus, no Bar Vesúvio,

enquanto Jorge fitava o infinito,

eu celebrava a vida,

com um sorriso bem bonito!!!!

kkkk








Permisso

          Permitir vem do verbo latino permittiére que significa “deixar seguir” ou “consentir”, dá licença para alguém fazer algo, autori...